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PRAY, EAT & RUN

O roadbook de um pastor praticante de trail running e que não dispensa um petisco.

PRAY, EAT & RUN

O roadbook de um pastor praticante de trail running e que não dispensa um petisco.

why the church has to be boring?

25.07.14

the way

24.07.14

Alguém disse-me esta semana que ninguém está imune a certos contágios e que todos temos as nossas “fraquezas” gravadas no nosso ADN e quando determinados “vírus” nos mordem os ossos, não há que fazer senão ficar “apanhado”.

 

Hoje cheguei à conclusão que há amigos que nada mais são que agentes transmissores de “vírus” com a capacidade, não de mudar a nossa vida, mas ajudar a perceber a vida sob ângulos nunca tentados ou experimentados e quando é assim, há coisas na nossa vida que mudam mesmo.

 

E como nos mordem estes “vírus”? Basta uma recomendação para a leitura de um livro, o ouvir de um podcast ou para vermos um filme.

 

Em Junho fui abençoado pelo convite feito pelos meus bons amigos Diogo e Natália para os acompanhar nos seus primeiros kms pelo Caminho de Santiago e ao longo da jornada que nos levou desde Castelo do Neiva a Vila Praia de Âncora, cedo descobri que não estava apenas a percorrer um caminho, em muitos aspectos estava a permitir-me percorrer um caminho pelo coração, o meu e o dos meus companheiros, O Caminho, segundo dizem, é mesmo assim.

 

Este não é apenas um filme. É um agente de contágio. É por isso, perigoso.

 

O Caminho pode não mudar uma vida, mas tem a capacidade de nos fazer ver a vida de uma outra maneira e se assim for, muita coisa certamente mudará.

 

dá que pensar

10.07.14

Em 1963 a terrível notícia do assassinato do então presidente americano Jonh F. Kennedy levou entre 2 a 3 horas a percorrer o mundo. Já em 1999 quando Jonh Kennedy Jr. morreu num acidente de avião, a notícia da sua morte levou entre 2 a 3 minutos a percorrer o mundo.

 

Hoje, 2000 anos depois da morte e ressurreição de Jesus e com todos os meios e capacidades ao nosso dispor ainda temos dificuldade em levar a maior e melhor de todas as notícias ao mundo todo.

 

o que faria se descobrisse que o seu filho usa o twitter?

10.07.14


um dia quero correr aqui

09.07.14
Does anyone know where this is?

lunch

09.07.14

E depois de tanto chocolate alemão ontem, muito amargo por sinal, este foi o meu almoço.

Salada de peito de frango, tomate, pepino em conserva, cenoura e ameixa branca. 

Resultado? Fantástico!

 

retiro da crianças em sintra

04.07.14

let's look at the trailer

04.07.14

Let's look at the trailer :)

Uma foto pelo amigo Simon Wadsworth no seu Instagram

inspirado

03.07.14

Pr. Carlito Paes

Pastor da Primeira Igreja Batista de S. José dos Campos / S. Paulo / Brasil

ultra trail serra da freita (2)

03.07.14

(continuação)

 

30km-40km

Na realidade eu nem tinha recuperado do trauma da primeira passagem pelo rio e já la estacamos mais uma vez para mais 1km onde eu já tinha decidido não cair nem que para isso tivesse de ir muito devagar e assim foi. A rio não durava para sempre e logo começamos a subir em direcção à famosa subida dos 3 pinheiros e foi aqui que começaram os meus problemas. Sentia que um dos tendões na parte posterior da coxa esquerda tinha perdido a sua elasticidade e prendia sempre que a perna fazia forma para a frente. Tive de parar algumas vezes e alongar mas a dor nem sempre parava apesar de conseguir um pouco mais de mobilidade sempre que alongava. Não foi fácil e começava a adivinhar problemas mais sérios mais à frente. No entanto olhava à minha volta e as paisagens alimentavam-me a alma e extasiado diante do cenário da montanha a perder de vista lá prossegui.

 

A esta altura o Sérgio já tinha desaparecido e eu começava a achar que ia ter de fazer o restante da prova sozinho, no entanto, uma parte mais à frente e mais técnica do percurso, e tenho de o dizer, incrivelmente perigosa, já que corríamos em cima de lajes de xisto, molhadas e por isso muito escorregadias, algumas delas inclinadas à esquerda, justo na direcção da vertente da montanha, em alguns casos com precipícios na casa das centenas de metros, fez com que o pelotão ficasse novamente compacto e lá estava o Sergio novamente. E foi nesta altura que ouço que atrás de mim, juntamente numa dessas partes mais perigosas, alguém a cair, viro-me e vejo o Sergio a apertar uma das suas mãos e com um corte profundo e com muitas dores no pulso. A queda tinha sido feia. Foi hora de parar e tirar da minha mochila o meu kit de primeiros socorros que vai comigo para todas as provas, algo que aprendi a não dispensar, e que nesta hora acabou por ser útil. Uma pequena ligadura e um adesivo, e lá prosseguimos rumo ao Pac dos 40k. A esta hora já tínhamos decidido que além de nos abasteceremos de líquidos, iríamos parar para descansar uns minutos, comer e tirar o lixo das sapatilhas. 

 

 (Foto roubada ao Luìs Matos Ferreiro no seu excelente blog "Dorsal 1967")

 

(Foto roubada ao José Guimarães no seu sitio "De Sedentário a Maratonista")

 

 

40km-50km

Fomos saudados no abastecimento com uma grande notícia. Havia umas minis para os atletas. Devo ter dado um grande sorriso. Uma grande notícia. Já sem mochila e com um lugar reservado no chão mas à sombra, lá vou eu com a missão de desencantar, descobrir e tomar posse de uma mini. Lá estavam elas. Mas como diz o ditado: “quando a esmola é grande o cego desconfia”, parecia bom demais para ser verdade. As minis estava quentes. E eu sou dos que, cerveja quente, nem pensar. Que desilusão. Fiquei ougado. Naquela hora se me pedissem 5€ por uma mini gelatina, era bem capaz de a pagar. Mas nem assim.

 

Aliado à desilusão da mini sabíamos que “A Besta” era o próximo obstáculo e que já não faltava muito. O que eu não sabia era a dificuldade da assim chamada”Besta”. Por aqui não se corre. Temos de escalar. De nos elevar acima de pedras maiores que nós mesmos, graças a Deus, à sobra e com um ribeiro a correr pelo meio das pedras. Não se trata de uma escarpa. É mais uma fresta, uma garganta, entres duas faces da montanha, com um grau de inclinação terrível. Já a meio atrevi-me a olhar para trás, ou melhor, para baixo e achei que em alguns pontos, o grau de inclinação ultrapassava os 75º. Olhava para cima e não para a frente, para baixo e não para trás porque era aí que estavam os meus companheiros e loucura. Não sei quanto tempo durou esta subida e nem a sua distância, mas sei que cheguei ao topo, onde estão as eólicas com fortes enjoos e com dificuldades em controlar os espasmos na minha perna esquerda devido à regidez do tendão. Mas era hora de prosseguir.

 

Aqui nos encontramos num planalto a mais de 1100mts de altitude mas onde não permanecemos muito tempo, porque era hora de começar a descer. E este é normalmente o momento (não apenas devido à distância já percorrida, mas à altimetria e à dificuldade do terreno, onde já não sei bem onde me sinto melhor, se a descer ou a subir. As forças começam a não ser muitas e porque estava ainda enjoado, não conseguia comer nada nesta altura. Insisti com um gel e quase vomitei. 

 

À medida que descíamos, avistava-se a aldeia onde imaginávamos o próximo Pac e era hora de acelerar, esticar as pernas e tentar relaxar os músculos já bastante sofridos. Mas Uma grande surpresa estava reservada apara mim e para o Sérgio antes de chegarmos ao abastecimento. O percurso passa por uma aldeia chamada Lugar do Muro já no concelho de S. Pedro do Sul. As ruas são estreitas, a calçada de paralelos onde entre curvas e contra-curvas sue-nos um senhor a sair do seu aido com um copo de um líquido amarelo na mão. Este encontro pareceu surpreender tanto o homem como a mim e ao Sérgio mas este cavalheiro rapidamente recupera a sua postura e atira-nos um “Vai um cominho?”. Nunca o vou esquecer. Travões a fundo. O nosso olhar esgazeado diante de tanta hospitalidade. Dois copos rapidamente lavados na fonte da esquina e lá sai o Sr. António Alfaiate para nos entregar o néctar do região. Um maduro branco, frutado, fresco, delicioso. Estava nas nuvens. Ainda hoje me questiono acerca deste homem que com um gestão tão simples teve sobre mim um impacto tão grande. Deve ter sido da boa pinga, que os kms seguintes fizeram-se com grande rapidez e lá chegamos ao Pac dos 50km. Vinho mágico? Não sei, mas que curou-me os enjoos, curou.

 

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